terça-feira, 26 de julho de 2011

Aumento no número de unidades de assistência social contribui na erradicação do trabalho infantil




do Portal Pró-Menino


O censo do Sistema Único de Assistência Social (Suas) referente ao ano de 2010, divulgado pelo governo na última quinta-feira, dia 21 de julho, mostrou que houve crescimento no número de unidades de assistência social - Cras e Creas - no país.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), tais unidades servem como suporte ao Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil (Peti) e, por isso, seu aumento contribui com a erradicação dessa prática. “A partir dessas unidades, é possível constatar as formas existentes de trabalho infantil em cada município e atuar tanto no combate como na prevenção. As unidades são capazes de oferecer todo o suporte às famílias para que não utilizem a prática como forma de sobrevivência”,  afirma a Secretaria Nacional de Assistência Social do MDS, Juliana Petroceli.
Uma das formas utilizadas pelo Peti para garantir a sobrevivência das famílias é sua integração com o Programa Bolsa-Família, iniciada em 2006.  As famílias atendidas participam de atividades socioeducativas e de convivência promovidas pelo Peti e, além disso, também cumprem as condições do Bolsa-Família, referentes à saúde e educação, como a melhoria na frequência e no desempenho da criança na escola.
O número de Centros de Referência de Assistência Social (Cras), que previnem situações de vulnerabilidade e risco e fazem encaminhamentos para outros serviços da rede,  aumentou para 6.801 em 2010. Em 2007, esse número era de 4.195. Os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), que respondem pela proteção social de média complexidade, tiveram aumento de 32% entre 2009 e 2010. Passaram de 1,2 mil unidades em 1.099 municípios, em 2009, para 1.590 Creas em 1.463 municípios até agosto de 2010.

A prática do clientelismo






 
Josué de Souza

            O clientelismo político é uma dessas palavras que ouvimos com uma enorme freqüência nas conversas, nos debates sobre política, no dia a dia, e que apesar de ser um verdadeiro câncer na história política brasileira, todos nós já presenciamos.
            O Cientista Político Norberto Bobbio, define simplificadamente este fenômeno como: “mecanismos de controle político baseados na troca de favores e barganhas entre sujeitos desiguais e que miram a conquista da cooptação na relação social e política”.  Na prática, isso se dá através de subvenções, favores políticos, distribuições de cargos públicos, distribuição de cestas básicas ou de favorecimento de acesso a serviços públicos que por lei já é universalizado a todos.
            A prática do clientelismo está relacionada ao poder e ao mandonismo de oligarquias e de elites políticas que tratam o público como se fosse privado e que historicamente apropiam-se dos recursos do estado brasileiro e o mantém ineficinente, aumentando e mantendo cada dia mais as mazelas sociais a fim de eleger-se e reeleger-se em trocas de favores.
            A consequencia desta prática corrupta e criminosa, usando os recursos públicos de forma privada é a manutenção da miséria e da exclusão, a nossa cidadania incompleta, a dificuldade de democratização da sociedade e a manutenção de poder por aqueles que não possuem a legitimidade política.
            O que se precisa perceber é que favores políticos não são construídos de forma igualitária e que os recursos distribuídos por estes indivíduos são pagos por toda a sociedade. Se pretendermos ter um Brasil justo, desenvolvido, autônomo e democrático faz-se necessário combater estes parasitas políticos.
           

domingo, 17 de julho de 2011

Os inimigos da Educação


Estes são os deputados estaduais de Santa Catarina que votaram a favor do PLC (projeto de lei complementar) 026/2011, que acabou com o plano de carreira dos professores, construído em mais de 30 anos de lutas. Este PLC nos retira conquistas e benefícios históricos, diminui os salários de grande parcela da categoria e achata nossa tabela salarial (Professor doutor ganhando praticamente o mesmo que professor com curso de magistério, ou seja, apenas Ensino Médio).
Portanto, se você já votou em um deles, não cometa o mesmo erro novamente.

Ajude na campanha contra OS INIMIGOS DA EDUCAÇÃO.

Não se esqueça destes nomes e partidos:
PMDB Aldo Schneider aldoschneider@alesc.sc.gov.br
PMDB 
Antônio Aguiar antonioaguiar@alesc.sc.gov.br
PMDB 
Carlos Chiodini carloschiodini@alesc.sc.gov.br
DEM 
Ciro Roza ciroroza@alesc.sc.gov.br
PSDB 
Dado Cherem dadocherem@alesc.sc.gov.br
DEM 
Darci de Matos darcidematos@alesc.sc.gov.br
PSDB 
Dóia Guglielmi doiaguglielmi@alesc.sc.gov.br
PMDB 
Edison Andrino edisonandrino@alesc.sc.gov.br
PMDB 
Elizeu Mattos elizeumattos@alesc.sc.gov.br
DEM 
Gelson Merisio merisio@alesc.sc.gov.br
PSDB 
Gilmar Knaesel knaesel@alesc.sc.gov.br
DEM 
Jean Kuhlmann jean@deputadojean.com.br
PP 
Joares Ponticelli joares@alesc.sc.gov.br
DEM 
Jorge Teixeira jorgeteixeira@alesc.sc.gov.br
PP 
José Milton Scheffer josemilton@alesc.sc.gov.br
DEM 
José Nei Ascari joseneiascari@alesc.sc.gov.br
PP 
Kennedy Nunes deputado@knunes.com.br
PMDB 
Manoel Mota mota@alesc.sc.gov.br
PSDB 
Marcos Vieira marcosvieira@alesc.sc.gov.br
PSDB 
Mauricio Eskudlark eskudlark@alesc.sc.gov.br
PMDB 
Mauro de Nadal maurodenadal@alesc.sc.gov.br
PMDB 
Moacir Sopelsa moacir@alesc.sc.gov.br
PTB 
Narcizo Parisotto parisotto@alesc.sc.gov.br
PSDB 
Nilson Gonçalves nilson@alesc.sc.gov.br
PP 
Reno Caramori reno@alesc.sc.gov.br
PMDB 
Romildo Titon titon@alesc.sc.gov.br
PP 
Silvio Dreveck silviodreveck@alesc.sc.gov.br
PP 
Valmir Comin comin@alesc.sc.gov.br








sábado, 16 de julho de 2011

Furb Federal no caminho certo

 
             Representantes do GT da FURB e do Comitê Pró-Federalização estão voltando, neste exato momento, ainda mais otimistas com apoios que receberam em Florianópolis.
            Professor Clóvis Reis, coordenador do comitê e integrante do GT Institucional, informou que o grupo fez importante intervenção durante a audiência aberta do Plano Nacional de Educacão, hoje pela manhã, no Tribunal de Justiça, explicando a história do movimento que envolve todo Vale do Itajaí há dez anos, a construção dos documentos que serão entregues no MEC e a tramitação na Câmara Federal.
            Mais que isso, os professores Clóvis, Giceli Cervi, Adriana Correa, Jorge Barbosa e o jornalista Leo Laps conversaram com o secretário-executivo do Ministério da Educação, Francisco das Chagas Fernandes. Bastante receptivo, Fernandes disse que conhece o projeto de criação da Universidade Federal do Vale do Itajaí, que incorpora a FURB, e que tramita na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, após passar pelo Senado.
"Não apenas conhece o projeto como demonstrou receptividade e otimismo diante da possibilidade de êxito da reivindicação", afirmou Reis, que explicou a consistência do projeto de viabilidade que será entregue, em breve, ao MEC, com apoio do INPEAU/UFSC.
            Também no evento, os deputados federais Pedro Uczai e Esperidião Amin e o estadual Volnei Morastoni explicitaram amplo apoio público à criação da UFVI e federalização da FURB. Uczai, inclusive, disse que virá a Blumenau discutir a operacionalização desse apoio, após retornar de viagem a China.
Além disso, a própria presidente da Comissão de Educação, deputada federal Maria Fátima Bezerra, responsável pelo encontro, manifestou interesse em realizar audiência pública no Vale para debater a criação da federal do Vale do Itajaí.

Texto do jornalista Michel Imme Sabbagh  publicado no site FURB NA MÍDIA (http://furbnamidia.blogspot.com/).

Avante professores, de pé!

Por Elaine Tavares – jornalista

         A cena apareceu, épica. Uma mulher, já de certa idade, rosto vincado, roupas simples, acocorada num cando da Assembléia Legislativa de Santa Catarina. Chorava. As lágrimas correndo soltas pela cara vermelha e inchada. Num átimo, a câmera captou seu olhar. Era de uma tristeza profunda, infinita, um desespero, uma desesperança, um vazio. Ali, na casa do povo, a professora compreendia que o que menos vale é a vontade das gentes. Acabava de passar no legislativo estadual o projeto do governador Raimundo Colombo, que vai contra todas as propostas defendidas pelos trabalhadores ao longo de dois meses de uma greve fortíssima. Um ato de força. A deputada Angela Albino chorava junto com os professores, os demais sete deputados que votaram contra – a favor dos trabalhadores  - estavam consternados e, até certo ponto envergonhados por seus colegas. Mas, esses, os demais, os 28 que votaram com o governo, não se escondiam. Sob os holofotes das câmeras davam entrevistas, caras lavadas, dizendo que haviam feito o que era certo. Puro cinismo.
            Na verdade o que aconteceu na Assembléia Legislativa foi o que sempre acontece quando a truculência do poder se faz soberana. Atropelando todos os ritos da democracia, o projeto do governador sequer passou por comissões, foi direto à plenário. Foi um massacre. Porque é assim que é o legislativo nos países capitalistas, ditos “países livres e democráticos“. Os que lá estão não representam o povo, representam interesses de pequenos grupos, muito poderosos. São eleitos com o dinheiro destes grupos. Aquela multidão que esperava ali fora – mais de três mil professores – não era nada para os 28 deputados bem vestidos que ganham mais de 20 mil por mês. Valor bem acima do que o piso que os professores tantos lutam para ter, 1.800 reais. E estes senhores tampouco estão se lixando para os professores estaduais porque certamente educam seus filhos em escolas particulares. Vitória, bradavam.
            Mas os nobres parlamentares não ficaram contentes com isso. Ao verem os professores querendo se expressar, mandaram chamar a polícia de choque. E lá vieram os homens de preto com suas máscaras de gás, escudos e armas. Carga pesada para confrontar aqueles que educam seus filhos. Triste cena de trabalhador contra trabalhador, enquanto os representantes da elite se reflestelavam no ar condicionado. Por isso o olhar de desepero da professora, lá no canto, acocorada, quase perdida de si mesma.
            Ao vê-la assim, tão fragilizada na dor, assomou de imediato em mim a lembrança da primeira professora, a mulher que mudou a minha vida. Foi ela quem me levou para a escola e abriu diante de mim o maravilhoso mundo do saber. Seu nome era Maria Helena. Naqueles dias de um longínquo 1965, ela era uma garota linda que morava do lado da nossa casa em São Borja (RS). Normalista das boas, ela não ensinava nas escolas privadas da cidade. Seu projeto de vida se constituiu ensinando nas escolas da periferia, com as crianças mais empobrecidas.
            Por morar ao lado da minha casa ela percebeu que eu, aos cinco anos de idade, já sabia ler e escrever. Então, insistiu com minha mãe para que eu fosse para a escola, porque ela acreditava firmemente que ali, naquele ambiente, era onde se formavam as cabeças pensantes, onde se descortinava o mundo. Imagino que ela fosse até meio freiriana (adepta de Paulo Freire), por conta do seu modo de ensinar. Minha mãe relutou um pouco. A escola ficava longe, no bairro do Passo, e eu era tão pequena. Mas Maria Helena insistiu e venceu a batalha.
            Assim, todas as tardes, mesmo nos mais aterradores dias do inverno gaucho eu saia de casa, de mãos dadas com a minha professora Maria Helena e íamos pegar o ônibus para o Passo. Numa cidade pequena como São Borja, só os bem pobres andavam de ônibus e assim também já fui tomando contato com o povo trabalhador que ia fazer sua lida no bairro de maior efervescência na cidade. O Passo era onde estava a beira do rio Uruguai, onde ficava a balsa para a travessia para a Argentina, os armazéns que vendiam toda a sorte de produtos, as prostitutas, os mendigos, os pescadores, os garotos sem famílias, as lavadeiras, enfim, uma multidão, entre trabalhadores e desvalidos. O Passo era um universo popular.
            Maria Helena não me ensinou só a escrever, ela me ensinou a ler o mundo, observando a realidade empobrecida do bairro, a luta cotidiana dos trabalhadores, as dificuldades do povo mais simples. E mais, mostrou que ser professora era coisa muito maior do que estar ali a traçar letrinhas. Era compromisso, dedicação, fortaleza, luta. Conhecia cada aluno pelo nome e se algum faltava ela ia até sua casa saber o que acontecia. Sabia dos seus sonhos, dos seus medos e nunca faltava um sorriso, um afago, o aperto forte de mão. Com essa mulher aprendi tanto sobre a vida, sobre as contradições de um sistema que massacra alguns para que poucos tenham riquezas. E aqueles caminhos de ônibus até o Passo me fizeram a mulher que sou.
            É esse direito que eu queria que cada criança pudesse ter: a possibilidade de passar por uma professora ou um professor que seja mais do que um “funcionário“, mas uma criatura comprometida, guerreira, capaz de ensinar muito mais do que o be-a-bá. Um criatura bem paga, respeitada, amada e fundamental.
            Mas os tempos mudaram, os professores são mal pagos, desrespeitados, vilipendiados, impedidos de conhecer seus alunos, obrigados a atuar em duas ou três escolas para manterem suas próprias famílias. Não podem comprar livros, nem ir ao cinema ou ao teatro. São peças do sistema que oprime e espreme.
            Os professores de 2011, em Santa Catarina, são acossados pela tropa de choque, porque simplesmente querem o direito de ver respeitada a lei. O governador que não a cumpre descansa no palácio, protegido. Mas aqueles homens e mulheres valentes, que decidiram lutar pelo que lhes é direito, enfrentaram os escudos da PM, o descaso, a covardia, a insensatez. E ao fazê-lo, estabelecem uma nova pedagogia (paidós = criança, agogé =condução).   
            Não sei o que vai ser. Se a greve acaba ou se continua. Na verdade, não importa. O que vale é que esses professores já ensinaram um linda lição. Que um valente não se achica, não se entrega, não se acovarda. Que quando a luta é justa, vale ser travada. Que se paga o preço pelo que é direito.
            Tenho certeza que, aconteça o que acontecer, quando esses professores voltarem à sala de aula, chegarão de cabeça erguida e alma em paz. Porque fizeram o que precisava ser feito. Terão cada um deles essa firmeza, tal qual a minha primeira professora, a Maria Helena, que mesmo nos mais duros anos da ditadura militar, seguiu fazendo o que acreditava, contra todos os riscos. Oferecendo, na possibilidade do saber, um mundo grandioso para o futuro dos seus pequenos. Não é coisa fácil, mas esses, de hoje, encontrarão o caminho.

            Parabéns, professores catarinenses. Vocês são gigantes!

Existe vida no Jornalismo
Blog da Elaine: www.eteia.blogspot.com
América Latina Livre - www.iela.ufsc.br
Desacato - www.desacato.info
Pobres & Nojentas - www.pobresenojentas.blogspot.com
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Seminário do Plano Nacional de Educação - Blumenau

PROGRAMAÇÃO

08:00Credenciamento
08:30Abertura
09:00Eixo Temático: Financiamento
Palestrante: Representante do Ministério da Educação;
Debatedor: Comissão de Educação da Câmara dos Deputados
10:00Eixo Temático: Qualidade na Educação - Formação inicial e continuada e valorização dos profissionais da Educação
Palestrante: Cesar Callegari - Conselho Nacional de Educação
Debatedor: Deputado Estadual Carlos Chiodini - Presidente da Comissão de Educação da ALESC.
Coordenação: Prfª. Dr. Giceli Maria Cervi – FURB;
13:30Mesas Temáticas:
Ensino Superior
Palestrante: Dilvo Ristoff – UFSC
Debatedor: Valmor Schiochet;
Coordenação: Ms. Marilene de Lima Körting Schramm – FURB

Educação Infantil
Debatedor: Vilmar Klemann – Fórum Catarinense de Educação Infantil/MIEIB/ Campanha Nacional Pelo Direito à Educação;
Coordenação: Prof. Ms.Osmar Mattiola - Secretário de Educação de Blumenau;
Ensino Médio e Educação Profissional
Palestrante: Representante do IF-SC
Debatedores: Profª. Maike Cristine K. Ricci - Gerente do Ensino Médio e Profissionalizante; Coordenação: GERED - Blumenau;
Educação Básica
Palestrante: Prof. Dr. Isaac Ferreira – Secretaria de Estado da Educação;
Coordenação: Profª. Ms. Claudia Renate Ferreira;
Diversidade/Educação Inclusiva
Palestrante: Prof. Dr. Vilmar Silva – Diretor Unidade Palhoça – IF-SC
Debatedora: Profª. Andreia Martini Pilatti;
Coordenação: Rosana Crestani – Coordenadora da Educação Especial de Gaspar;
16:00A importância do PNE para a Educação Brasileira
Palestrante: Dep. Federal Pedro Uczai (titular da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados)
Inscrições gratuitas no site da Escola do Legislativo
ou pelo telefone