terça-feira, 26 de julho de 2011

A prática do clientelismo






 
Josué de Souza

            O clientelismo político é uma dessas palavras que ouvimos com uma enorme freqüência nas conversas, nos debates sobre política, no dia a dia, e que apesar de ser um verdadeiro câncer na história política brasileira, todos nós já presenciamos.
            O Cientista Político Norberto Bobbio, define simplificadamente este fenômeno como: “mecanismos de controle político baseados na troca de favores e barganhas entre sujeitos desiguais e que miram a conquista da cooptação na relação social e política”.  Na prática, isso se dá através de subvenções, favores políticos, distribuições de cargos públicos, distribuição de cestas básicas ou de favorecimento de acesso a serviços públicos que por lei já é universalizado a todos.
            A prática do clientelismo está relacionada ao poder e ao mandonismo de oligarquias e de elites políticas que tratam o público como se fosse privado e que historicamente apropiam-se dos recursos do estado brasileiro e o mantém ineficinente, aumentando e mantendo cada dia mais as mazelas sociais a fim de eleger-se e reeleger-se em trocas de favores.
            A consequencia desta prática corrupta e criminosa, usando os recursos públicos de forma privada é a manutenção da miséria e da exclusão, a nossa cidadania incompleta, a dificuldade de democratização da sociedade e a manutenção de poder por aqueles que não possuem a legitimidade política.
            O que se precisa perceber é que favores políticos não são construídos de forma igualitária e que os recursos distribuídos por estes indivíduos são pagos por toda a sociedade. Se pretendermos ter um Brasil justo, desenvolvido, autônomo e democrático faz-se necessário combater estes parasitas políticos.
           

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