quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Abaixo os ambientalistas!


LAURO BACCA


          Esses ambientalistas, que ninguém sabe ao certo quem são, representam um atraso de vida, um atraso para Blumenau e isso não vem de hoje. Começou com a ONG pioneira Acaprena, em 1973, que propôs o órgão oficial municipal também pioneiro, a Aema (hoje Faema). Criada em fevereiro de 1977, esta já nasceu errada, pois, onde já se viu, um órgão enxuto, ágil e eficiente (à época), coisa que não combina de jeito nenhum com a administração pública no Brasil?
       Desde o início, a Aema sabia da fragilidade geológica da área Sul de Blumenau, o que desaconselhava o desmatamento e sua ocupação, coincidindo com a maioria das áreas de risco dos dias atuais. Em vista disso, por proposição do então titular do órgão, professor Alceu Longo, a região foi declarada como de preservação permanente pelo Decreto 1567, de 5/6/1980, abrangendo 1/3 do território municipal. Congelar o desenvolvimento numa área de tão expressivo tamanho? Um absurdo! Para onde Blumenau iria crescer a não ser para as encostas, se nas baixadas pega enchente? Como ficaria o mercado imobiliário, a construção civil, o comércio de materiais de construção, enfim, o “desenvolvimento”?
        Para o bem do “progresso” e alegria dos candidatos populistas, os ambientalistas tiveram mais derrotas que vitórias, surgindo daí ocupações como nas ruas Cristina, Otto Metzner e Frederico Corte e várias outras transversais da Rua José Reuter, na Velha Central, nos morros Dona Edith e Emil Wehmuth, na Velha Grande. Os ambientalistas foram acusados de tentar impedir o crescimento do Grande Garcia, pois foram contra construções e loteamentos (clandestinos) na Vila Iná, altos do Zendron, transversais da Rui Barbosa, Jordão, morro do Artur e Jerônimo Correia, entre tantas outras áreas previstas no Decreto 1567/80, assíduas frequentadoras dos noticiários de tragédias, principalmente de 2008 para cá.
Fora da abrangência do decreto existiam outras áreas de risco, entre elas o agora tristemente famoso Morro Coripós, mas até ali os ambientalistas meteram o bico ecológico já em 1983. Com laudos geotécnicos, comprovaram tratar-se de área de grande risco e imprópria para a ocupação, desde as partes mais altas até embaixo, como na Matheus Bragagnolo, rua com presença de destaque nos últimos capítulos da dramática novela das áreas de risco de Blumenau.
        Mas os ambientalistas não aprendem, não sossegam. Lutaram pela criação do Parque Nacional da Serra do Itajaí, ignorando alertas de vereadores de que o parque “forçaria milhares de pessoas a morar debaixo das pontes”. Fizeram de Blumenau um município pioneiro no controle da poluição, na Educação Ambiental e na proteção de suas florestas e mananciais de água. Agora propõem que a proteção da margem esquerda do Rio Itajaí-Açu contemple a recuperação da vegetação em forma de mata ciliar nativa. Mais atraso para Blumenau. Esses ambientalistas são incompetentes até para impedir as chuvas!

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,186,3509274,18058

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